A Metodologia:

Desde 1979, o World Economic Forum (WEF), faz um ranking de 141 países do mundo de acordo com 103 indicadores distribuídos em 12 pilares. Alguns indicadores são medidos através de fórmulas e outros através de uma pesquisa feita com os principais executivos de cada país, gerando uma mistura boa de objetivo e subjetivo.  É uma metodologia que mede a competitividade de um país (Global Competitive Index). A WEF define competividade, de forma resumida, como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determina a produtividade de uma nação. Quanto mais produtivo, mais próspero, o que significa taxa de retorno sobre investimento alta. Isto gera um ciclo virtuoso. Quanto mais investimento de longo prazo, mais capacidade de investimento nos pilares, gerando assim mais produtividade e retorno, novamente atraindo investimentos.

Em contrapartida, países pouco eficientes, com excesso de burocracia e regulamentações, a falta de transparência e estruturas jurídicas falhas, criam custos altos para as empresas e impedem o crescimento.

No relatório é enfatizado que o crescimento econômico contínuo é a única forma de lidarmos com a desigualdade social, um dos grandes desafios da humanidade.

Os 12 pilares são: Instituições (segurança, capital social, separação de poderes, performance do setor público , transparência, direito de propriedade, Governança Corporativa, visão de Longo Prazo do governo; Infraestrutura (logística, energia saneamento), Tecnologia (utilização de tecnologia de informações e comunicação – % da população com celular e internet), Estabilidade Macroeconômica (inflação, dinâmica da Dívida Pública ); Saúde (expectativa de vida); Educação ( média de anos de escolaridade, treinamento de equipes, qualidade de treinamento, competências dos graduados, capacidade crítica dos professores); Produtos (efeito de impostos e subsídios na competição, competividade do mercado, nível de liberdade do comércio exterior); Mão de obra (custo de demissão, práticas de contratação e demissão, relação entre empregador e empregado, imposto sobre a folha; Sistema Financeiro (crédito local para empresas privadas -% do PIB, financiamento para as médias e pequenas empresas, disponibilidade de Venture Capital, solidez dos bancos); Tamanho (PIB, Importação de bens e serviços % do PIB ); Dinamismo (custo de iniciar um negócio , tempo para iniciar um negócio, leis de recuperação de empresas, crescimento de empresas inovadoras ; e Inovação(diversificação da mão de obra, Invenções colaborativas com outros países, Estudos científicos, Investimento em P&D)

Este estudo é muito rico. Faremos um resumo, mas quando tiver um tempo, vale a pena ler em detalhe. Todo político tem a obrigação de ler! Mande para os seus, pois serve como um guia de onde cada país deveria priorizar seus investimentos, sendo a prioridade a redução da desigualdade social.

Destaques do Relatório:

O relatório mostra que após 10 anos da recessão econômica de 2008, mesmo com os R$ 10Tri injetados pelas potencias mundiais, os investimentos em ganho de produtividade, através de novas infraestruturas, pesquisa e desenvolvimento e aumento de competências da mão de obra, foram mínimos.

Optamos por comparar os países em

 1º e 2º lugar no ranking, Singapura e Estados Unidos, respectivamente, o Reino Unido, por termos uma sócia no país e o Brasil. Estas comparações são reveladoras.

http://www3.weforum.org/docs/WEF_TheGlobalCompetitivenessReport2019.pdf